Prêmios Pulitzer reconhecem cobertura sobre governo Trump
A cobertura midiática sobre a administração do presidente Donald Trump dominou nesta segunda-feira (4) o anúncio dos prestigiados prêmios Pulitzer, a distinção anual de jornalismo e literatura dos Estados Unidos concedida pela Universidade de Columbia, em Nova York.
"Defendemos o debate público e nos opomos à censura", declarou Marjorie Miller, administradora dos prêmios, antes do anúncio dos laureados que cobriram temas como a ofensiva anti-imigração de Trump e o enriquecimento de seus aliados.
Miller denunciou que "o acesso dos meios de comunicação à Casa Branca e ao Pentágono está restringido, a liberdade de expressão é questionada nas ruas e o presidente dos Estados Unidos apresentou processos de bilhões de dólares por difamação" contra diversos sites e jornais.
O prêmio Pulitzer ao jornalismo de serviço público foi concedido ao Washington Post por seus artigos sobre as tentativas "caóticas" da administração americana de reformar a burocracia do Estado federal e a demissão posterior de milhares de funcionários.
O prêmio de jornalismo de investigação foi vencido pelo New York Times e sua série sobre como Donald Trump "aproveitou as oportunidades lucrativas vinculadas ao poder, enriquecendo assim sua família e aliados", e particularmente sobre a maneira na qual pessoas próximas do presidente americano tiraram proveito de seus vínculos com as monarquias do Golfo, assim como de suas atividades no âmbito das criptomoedas.
A agência Associated Press foi premiada na categoria de reportagem internacional por seus artigos sobre a autorização concedida pelo governo americano a empresas para vender tecnologias de vigilância para a China.
Na categoria de imprensa local, o Chicago Tribune foi agraciado por seus artigos sobre as batidas da polícia de imigração (ICE, na sigla em inglês) nessa cidade.
A jornalista do Miami Herald Julie K. Brown também recebeu uma menção especial por suas investigações realizadas entre 2017 e 2018 sobre o criminoso sexual Jeffrey Epstein, que revelaram como os promotores o protegeram quando foi acusado pela primeira vez de ter estuprado mulheres jovens.
N.Lucas--PS