Ameba "comedora de cérebro" é detectada em lagos artificiais no México
O México registrou a presença da chamada ameba "comedora de cérebros" em seis lagos artificiais que foram interditados pelas autoridades.
Equipes de saúde do estado de Yucatán analisaram a água de seis dos nove lagos localizados nesse polo turístico, após a morte, em setembro, de um instrutor de esqui aquático que contraiu a ameba Naegleria fowleri.
Os lagos foram construídos para atividades recreativas, como esqui aquático, stand up paddle e caiaque, em centros comerciais e condomínios de luxo.
Trata-se da primeira morte registrada por essa causa em Yucatán, conhecido por suas praias e pelos cenotes, formações naturais de água doce características da região. As autoridades decidiram ampliar a vigilância sanitária.
O secretário de Saúde do estado, Alberto Alcocer, orientou a população a procurar as autoridades de saúde caso tenha tido contato com a água contaminada.
"A presença dessa ameba no ambiente não significa que exista uma epidemia nem que as pessoas que visitaram esses locais estejam doentes", explicou o secretário em um vídeo divulgado na noite de quarta-feira (14).
"O mecanismo de infecção ocorre quando a água contaminada com a espécie capaz de causar a doença entra pelo nariz", acrescentou. "Isso significa que devemos continuar adotando medidas preventivas".
O instrutor de esqui aquático permaneceu hospitalizado por vários dias antes de morrer em decorrência de uma meningoencefalite amebiana primária.
Segundo autoridades sanitárias do México e dos Estados Unidos, a Naegleria fowleri se prolifera em águas doces e paradas de lagos, rios, lagoas e fontes termais em todo o mundo, especialmente em temperaturas entre 35°C e 46°C.
As infecções cerebrais causadas pelo organismo são extremamente raras, mas quase sempre fatais.
O governo de Yucatán abriu uma investigação contra as empresas responsáveis pela manutenção e pela qualidade da água do primeiro lago onde foi detectada a presença da ameba.
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M.Michel--PS