Flávio Bolsonaro diz que não planeja dar um cargo ao pai se for eleito
O senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse nesta sexta-feira (17) que a ideia de nomear seu pai, Jair Bolsonaro, para um cargo no governo "não está no radar" em caso de vitória, embora não tenha descartado totalmente essa possibilidade.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) encontra-se em prisão domiciliar por tentar um golpe de Estado em 2022 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), rival de Flávio Bolsonaro no segundo turno em 25 de outubro.
"O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo", declarou Flávio Bolsonaro em entrevista à TV Globo.
O senador, de 45 anos, também negou que vá nomear seu irmão, Eduardo Bolsonaro, para o cargo de ministro das Relações Exteriores.
Eduardo, ex-deputado de 42 anos, vive nos Estados Unidos desde 2025. Em junho, a Justiça o condenou à revelia a quatro anos de prisão por fazer lobby junto às autoridades americanas para que intercedessem a favor de seu pai.
Eduardo Bolsonaro vangloriou-se de ter contribuído para que Washington impusesse, no ano passado, uma tarifa elevada a produtos brasileiros. O governo americano argumentou, na ocasião, que houve uma "caça às bruxas" contra Jair Bolsonaro, aliado do presidente Donald Trump.
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro desferiu vários ataques contra Lula. "O Brasil está sem presidente. Mas calma que é por pouco tempo", disse o candidato.
"Faltam apenas nove dias para as eleições e para a gente virar essa página triste da história, que é a era Lula, que vai chegar ao fim", insistiu.
Flávio Bolsonaro ficou em primeiro lugar no primeiro turno com 47% dos votos, contra 45% de Lula.
Uma pesquisa publicada na quinta-feira pelo instituto Datafolha mostrou o candidato conservador à frente, mas com a vantagem sobre seu rival reduzida de quatro para dois pontos percentuais para o segundo turno.
Durante a entrevista na noite de sexta-feira, ouviram-se panelaços de simpatizantes de esquerda em várias cidades brasileiras, constataram jornalistas da AFP.
N.David--PS