Favorito às presidenciais da Colômbia sofre revés nas primárias
O candidato favorito às eleições presidenciais da Colômbia, em maio de 2026, o senador esquerdista Iván Cepeda, denunciou uma "violação" da autoridade eleitoral ao seu direito de participar das primárias, em março, uma decisão que divide as forças governistas.
O governo do presidente Gustavo Petro e seus candidatos na disputa denunciam que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) está politizado, depois de frear a participação de Cepeda nas primárias de 8 de março por ter participado de uma consulta anterior, em outubro.
"Diante da violação do nosso direito à participação política (...), vou me inscrever para o primeiro turno das eleições presidenciais e vamos vencer", postou Cepeda no X nesta quinta-feira (5), anunciando também a retirada da coalizão governista Pacto Histórico destas consultas.
Nas primárias de março, forças da esquerda, da direita e do centro vão se enfrentar com o objetivo de escolher os candidatos que vão disputar o primeiro turno das presidenciais, em 31 de maio.
Os pré-candidatos que vão disputar o pleito pela esquerda ainda serão definidos, embora um dos favoritos seja Roy Barreras, um político experiente próximo de Petro, e outros aspirantes progressistas.
Petro qualificou a decisão do CNE como um "grave golpe para a democracia".
Cepeda, de 63 anos, filósofo e defensor dos direitos humanos, lidera as pesquisas de intenção de voto para as presidenciais.
É inimigo declarado do influente ex-presidente de direita Álvaro Uribe (2002-2010), a quem denunciou por supostos vínculos com paramilitares.
O segundo melhor colocado nas pesquisas é o candidato independente Abelardo de la Espriella, um excêntrico advogado defensor da linha-dura contra o crime, que defendeu personalidades controversas como Alex Saab, um empresário colombiano que esteve preso nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro, acusado de ser testa-de-ferro do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro.
Roy Barreras, ex-presidente do Senado e ex-embaixador da Colômbia no Reino Unido, no momento tem intenções de voto minoritárias.
E.Roger--PS