Mercado do petróleo se mantém estável, de olho em reunião entre Trump e Xi
Os preços do petróleo registraram poucas alterações nesta quinta-feira (14), com os operadores atentos às conversas entre os presidentes de Estados Unidos, Donald Trump, e China, Xi Jinping, em Pequim, em particular no que diz respeito à situação no Oriente Médio.
O valor do barril Brent do Mar do Norte, para entrega em julho, fechou praticamente sem alterações (+0,09%) a 105,72 dólares.
Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em junho, subiu 0,15%, a 101,17 dólares.
Os operadores adotaram "uma postura de cautela", disse à AFP John Kilduff, da Again Capital.
A atenção do mercado está centrada na visita de Trump à China, prevista até sexta-feira.
Com relação ao Irã, o presidente dos Estados Unidos afirmou que seu homólogo chinês lhe ofereceu ajuda em relação ao Estreito de Ormuz, cujo bloqueio está tendo grande repercussão no fornecimento mundial de petróleo bruto.
Segundo o governo americano, Trump pretende pressionar Pequim — parceiro estratégico e econômico fundamental do Irã e seu principal comprador de petróleo — para que utilize sua influência na busca por uma solução para a crise no Golfo.
O republicano também afirmou nesta quinta-feira que Xi Jinping havia garantido que Pequim não enviaria equipamentos militares ao Irã.
Analistas da ING opinam que o mercado poderia estar depositando expectativas excessivas nos resultados positivos das conversas entre EUA e China sobre o Oriente Médio, como demonstra a queda dos preços na quarta-feira e sua recuperação limitada nesta quinta.
"Até o momento, não há novidades concretas no âmbito geopolítico. Mantém-se o status quo", afirmou Kilduff.
"Poderíamos enfrentar uma volatilidade extrema porque as notícias mudam constantemente", declarou, por sua vez, Phil Flynn, do The Price Futures Group.
Enquanto o Estreito de Ormuz permanece bloqueado, espera-se que os preços do petróleo bruto continuem sob pressão de alta.
A Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), a Agência Internacional de Energia (AIE) e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alertaram para uma escassez de oferta, ressaltou John Evans, analista da PVM, após a publicação de relatórios nesta semana.
R.Poirier--PS